3.1.10

A RIBEIRA

A Ribeira do Alcolobre é um dos meus sítios preferidos na freguesia de Tramagal.
A beleza da sua invulgar paisagem, tornam um simples passeio numa conjugação de cor, tranquilidade, aventura e descoberta. É sempre com prazer que lá volto.
Ao longo do seu percurso, entre as planícies do campo e os vales da Caniceira e do Carvalhoso, a ribeira atravessa um pequeno vale com formações rochosas que dão a impressão de estarmos num qualquer rio de uma montanha distante. De certa forma transporta-nos para um lugar que está tão distante, como aqui perto.
São mais de uma dezena, as ruínas de azenhas que outrora transformavam em farinha os cereais que saiam dos campos em seu redor. Hoje, a natureza reclama de volta aquilo que sempre lhe pertenceu, mas a presença humana estará para sempre ligada a este lugar.


3 comentários:

TZ disse...

Por altura do Natal dei uma volta pela Coutada e percorri pela margem direita da ribeira o carreiro entre a ponte da EN118 e o primeiro moinho a montante desta. O caminho está quase intransitável.
HF: obrigado por mais este belo vídeo!

Barragem de Almourol disse...

Gostaria de deixar este meu comentário no sentido de dar os meus parabéns ao Sr. Horta F. pelo belíssimo vídeo apresentado.
As bonitas filmagens, os planos utilizados, a música escolhida denotam um grande trabalho efectuado. Um grande bem haja pelo seu trabalho neste caso em prol da nossa natureza pura, bela e por vezes desconhecida e pouca apreciada. Felicidades ...
Rui André

Viagens no meu Planeta disse...

Muito obrigado aos dois pelos sempre apreciados comentários.
De facto é uma pena perderem-se os antigos caminhos que ligavam azenhas e hortas ao Crucifixo. Com o abandono da actividade horticola deixaram de ser necessários e a natureza "leva-os" de volta. Pode estar a perder-se uma mais valia em termos tútisticos com o seu desaparecimento. Uma outra particularidade é a disperssão de uma planta invasora, a Acácia, que aos poucos está a tomar conta das margens nesta parte da ribeira. Sendo uma especie australiana, depende do calor e dos fogos para se reproduzir e crescer como floresta. Se um incendio deflagar nesta zona esta planta pode implantar-se com grande força, com irremediavel perda de plantas autóctenes.

Há mais vídeos na forja.

saudações tramagalenses