6.11.19

Património VI

5.11.19

Nevoeiro


Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer
Brilho sem luz e sem arder
Como o que o fogo-fátuo encerra.

Ninguém sabe que coisa quer.
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...

É a hora! 
             (F.P.)

3.11.19

TTL



29.10.19

Vindima


O que é bonito neste mundo, e anima,
É ver que na vindima
De cada sonho
Fica a cepa a sonhar outra aventura...
E que a doçura
Que se não prova
Se transfigura
Numa doçura
Muito mais pura
E muito mais nova...
(M.T.)

12.9.19

Património V


Dorme meu menino a estrela d'alva
Já a procurei e não a vi
Se ela não vier de madrugada
Outra que eu souber será p'ra ti(...)

27.8.19

Há dois séculos era assim...

8.8.19

Património IV

"...Continuamente vemos novidades, Diferentes em tudo da esperança; Do mal ficam as mágoas na lembrança, E do bem, se algum houve, as saudades...." L.V.C.

2.8.19

Basquete

"...Ó gente da minha terra
     Agora é que eu percebi
   Esta tristeza que trago
         Foi de vós que a recebi..."

                                                                                    Amália Rodrigues / Tiago Machado

26.7.19

Património III

"Fiquei magoado, não por me teres mentido, mas por não poder voltar a acreditar-te."
                                                                                                                            Friedrich Nietzsche

12.7.19

in "CIDADÃOS POR ABRANTES"


9.7.19

Património II

"Um povo que não conhece a sua história está condenado a repeti-la."

4.7.19

Posta Restante


Mario Jiménez, jovem pescador, decide abandonar o seu ofício para se converter em carteiro da Ilha Negra, onde a única pessoa que recebe e envia correspondência é o poeta Pablo Neruda. O carteiro


13.6.19

Estação


Esperar ou vir esperar querer ou vir querer-te vou perdendo a noção desta subtileza.
Aqui chegado até eu venho ver se me apareço e o fato com que virei preocupa-me, pois chove miudinho
Muita vez vim esperar-te e não houve chegada
De outras, esperei-me eu e não apareci, embora bem procurado entre os mais que passavam.
Se algum de nós vier hoje é já bastante como comboio e como subtileza
Que dê o nome e espere. Talvez apareça.
MÁRIO CESARINY

22.5.19

"Despertador"

"Durmo. Se sonho, ao despertar não sei 
 Que coisas eu sonhei. 
Durmo. Se durmo sem sonhar, desperto 
 Para um espaço aberto 
 Que não conheço, pois que despertei 
 Para o que inda não sei. 
 Melhor é nem sonhar nem não sonhar 
 E nunca despertar." (F.P.)

8.5.19

Património


Engenho para tirar água de poços ou cisternas que mouros há alguns séculos nos legaram, tendo como cenário de fundo, património arquitetónico (ao abandono) onde se formaram e desenvolveram culturalmente, socialmente e cognitivamente incontáveis Tramagalenses.

1.5.19

1º de Maio de 1980

Gente da minha terra...

22.4.19

Arco da velha

" - Abril, águas mil."

12.4.19

Centro Social e Paroquial De Nossa Senhora Da Oliveira



Talvez, porque Tramagalense nasci e foi no Tramagal que me tornei adulto, alicerçado em osmoses de momentos únicos, ímpares… forjados num alto-forno de profundo cariz operário, fortemente próximo socialmente mas com honras senhoriais pronunciadas, de grandes rasgos culturais e com figuras marcantes nas mais variadas áreas do conhecimento e da cultura, da profunda amizade cinzelada em aço desde a mais tenra idade, namoros e paixões em resquícios do maio de 68 que mesmo sem ‘nétes’ e as impensáveis redes sociais, algumas e alguns, tornavam-se virais na coscuvilhice alheia. Também a religião e outras reverências marcantes transpiravam no tecido urbano, tinham garras profundas na então Aldeia.
E que como vos explicar as tertúlias no e com o Zé Faria, dos ensaios na SAT, do luar no Mirante reflectido pelo Tejo, tantas vezes a entrarem pela madrugada dentro… politica e TSU… acesas convicções. Educação e formação fermentes, participativas, tal como o convívio e a diversão.
- Era um não mais parar!
Mas que de quando em vez me rói e sempre de profunda saudade !
Como escreveu o Poeta, único, porém analfabeto, ‘Porque a vida me empurrou,(…)’.
Todo este arrazoado, por estranhar a ausência de tudo aquilo a que a marca cunhada a ‘ferro em braza’ com que a Vila Convívio no cadinho da meninice me vazou. 
O Centro Social e Paroquial De Nossa Senhora Da Oliveira ( https://pt-pt.facebook.com/centrosp.tramagal ou http://csptramagal.nersantsocial.pt/areas-de-intervencao/centro-de-dia/ ), luta estoicamente e com um altruísmo e dedicação inexcedíveis, prestando abnegadamente à comunidade, que a ele recorre, um apoio tão meritório e inequivocamente fundamental. 
Reconhecido pelas mais variadas instâncias, publicas ou privadas, singulares ou colectivas. 
Demonstrativo por exemplo, http://www.mediotejo.net/tramagal-jornalista-e-escritor-fernando-correia-animou-utentes-do-centro-de-dia-c-video/ ou mesmo a recente visita do Sr. Bispo de Portalegre-Castelo Branco, Antonino Dias à instituição… (Almejo que seja pronuncio de um olhar Salvador e solidário para com o Centro.)
Porém os silêncios, arrepiam-me! Incompreensíveis escolhas de discussão prevalecem nas redes sociais. Epicentro do “buraco negro” do convívio, d’hoje, opino eu!
- Interrogo-me de como é possível que vá apodrecendo em projecto, há muito publicitado, a ampliação do Centro para um apoio mais abrangente aos tantos Tramagalenses que actualmente tanto dele carecem, notoriamente numa população em catastrófica montanha etária invertida, não seja um assunto premente, obrigatório, URGENTE?
De todos. 
Seria indigno se escamoteasse que, ainda persistem e resistem anónimos Tramagalenses, de gema, solidários e activos nesta batalha. 
Canta o Jorge, e com esta termino a arenga,
“Tiveste gente de muita coragem
E acreditas-te na tua mensagem
Foste ganhando terreno
E foste perdendo a memória (..)
(…)Ai, ‘TRAMAGAL’, ‘TRAMAGAL’
De que é que tu estás à espera? “.




10.4.19

The End and the Beginning

"...Those who knew
what was going on here
must make way for
those who know little.
And less than little.
And finally as little as nothing.(...)"


9.4.19

Rádio Tágide


Se a memória não me atraiçoa, em meados de 86, do século passado, uns ‘putos’ soldados, pisgavam-se do quartel em Tancos rumo à Vila Convívio, mal dispersavam da formatura sob rígida ordem militar, ainda envergando puída farda nº2. Voavam baixinho, encafuados num esforçado Renault5, que nem venerado bólide do Santinho Mendes, arrepiava os pneus em curvas incontáveis de mortiços traços contínuos, cujas secantes até as cálidas tágides águas que do fundo das ravinas espreitavam, enfunavam. Um dos camaradas, mal escondia a urgência da saudade do beijo da cachopa, que convicto lá o esperava, outro, o ao volante da máquina, espelhava stress, ciente das exigências que o aguardavam para abrir a porta obrigatória do D’El ... e cá o rapaz, urgindo pegar nos vinílicos lá da casa paternal para os por a rodar no éter, em pontualidade indesculpável de sol posto, num cubículo que mais não era do que a decrépita cabine de projecção de uma  outrora esplanada TTL de êxito cinematográfico, onde ainda se podia fumar e estava equipada com dois “pratos” e pequena mesa de mistura…fascinante! Chamava-se o programa radiofónico, “Fumo do Tramagal”, coisa que me feriu o bichinho do ouvido, após todos estes anos, ao espremer velha cassete, cujo registo no passado fim-de-semana ressuscitou em descontinuado museológico leitor.