Os Cyprestes
Para apontar os céus, como dedos funereos,
Plantaram-nos no pó dos mudos cemiterios…
Os Cemiterios
Porão, beliches, tudo cheio!… Os céus absortos!
Não cabe em Josaphat esta leva de mortos!
Os Mortos
Seculos tombam uns sobre outros, como blocos,
E nós dormindo sempre, eternos dorminhocos!
António Nobre

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